http://www.youtube.com/watch?v=XZuLAJ-8OXs
Karate Kid - poster

Um estranho em um mundo novo. Uma vida que ele nunca quis. Um professor que ele nunca esperou.

A refilmagem do clássico The Karate Kid de 1984 acompanha Dre Parker (Jaden Smith), um garoto de 12 anos que poderia ter sido bem popular em Detroit, mas que devido a uma mudança na carreira na mãe (Taraji P. Henson), vai parar na China.

Dre logo se encanta pela colega de aula Mei Ying - e o sentimento é mútuo - mas as diferenças culturais fazem dessa amizade algo quase impossível. Ainda pior, seus sentimentos pela colega rendem a ele um inimigo na escola, Cheng. Na terra do kung fu, Dre conhece apenas um pouco de karate e Cheng o derrota facilmente.

Sem amigos em um lugar ainda desconhecido, Dre não tem a quem recorrer, a não ser ao homem da manutenção, Mr. Han (Jackie Chan), que é na verdade um mestre do kung fu.

Mr. Han ensina a Dre que o kung fu é muito mais que uma luta, é um exercício de maturidade, respeito e calma. Dre percebe então que aprender kung fu para superar seu colega será o aprendizado de sua vida.

A versão remodelada, The Karate Kid (2010), atualizou os fatos e personagens, mas promete manter a mesma atmosfera que cativou milhares de fãs nos anos oitenta...

Para quem quiser conferir mais detalhes da primeira versão: Karatê Kid - A Hora da Verdade.

Título original: The Karate Kid
Gênero: Aventura
Formato: Legendado
Avaliação:

Paloma Rodrigues

Dre Parker (Jaden Smith) se muda com sua mãe (Taraji P. Henson) para a China, contra a sua vontade. Longe de casa e sem saber falar chinês, Dre se sente sozinho e desamparado, até conhecer Meiying (Wenwen Han), uma jovem violinista que estuda em sua escola. Cheng (Zhenwei Wang), um jovem prodígio em kung fu, não gosta nenhum pouco desta amizade e resolve acabar com ela usando a força física. Ele e seus amigos passam a perseguir Dre, cuja única defesa é um karate aprendido via televisão. Sem ter a quem recorrer, Dre se deixa bater até que Mr. Han (Jackie Chan), o velho zelador do prédio onde mora, se revela um mestre em kung fu e o ajuda a treinar para aprender a verdadeira arte do kung fu e finalmente derrotar Cheng.

Dirigido por Harald Zwart (do péssimo A Pantera Cor de Rosa II), Karate Kid é um remake do clássico dos anos 80, que tinha Ralph Macchio no papel principal e Pat Morita como Mr. Miyagi. Quando foi anunciado que seria feito um remake, os fãs do original torceram o nariz e logo uma chuva de críticas caiu. Tudo ia contra... O karate foi substituído pelo kung fu. Daniel San virou Xiao Dre. E Mr. Miyagi rejuvenesce e vira Mr. Han.

Apesar de Zwart estar no comando, é nas mãos de Jaden Smith (filho de Will Smith) que está a grande responsabilidade. O garoto já mostrou que tem talento no filme À Procura da Felicidade e agora está no encargo de interpretar um dos personagens mais queridos dos anos 80. Ele também é o responsável pelo que há de melhor no filme. Praticamente tudo nesta nova versão é superior do que seu original, principalmente a participação de Jaden, que mostra que herdou o carisma do pai.

Existem pontos fracos no filme, como o fato de nunca explicarem o título (a cena onde Dre é chamado de “Karate Kid” foi cortada) ou o excesso de uso de CGI na luta final. Por outro lado, Dre é muito mais convincente do que Daniel, tanto por ser mais jovem quanto por ser mais carismático. Mr. Han é mais humano do que Mr. Miyagi, sem falar que ver Jackie Chan lutando é sempre uma grande diversão.

Vale à pena conferir Karate Kid. Não é apenas mais um remake, é uma homenagem à infância e adolescência de toda uma geração.

Dre Parker (Jaden Smith) se muda com sua mãe (Taraji P. Henson) para a China, contra a sua vontade. Longe de casa e sem saber falar chinês, Dre se sente sozinho e desamparado, até conhecer Meiying (Wenwen Han), uma jovem violinista que estuda em sua escola. Cheng (Zhenwei Wang), um jovem prodígio em kung fu, não gosta nenhum pouco desta amizade e resolve acabar com ela usando a força física. Ele e seus amigos passam a perseguir Dre, cuja única defesa é um karate aprendido via televisão. Sem ter a quem recorrer, Dre se deixa bater até que Mr. Han (Jackie Chan), o velho zelador do prédio onde mora, se revela um mestre em kung fu e o ajuda a treinar para aprender a verdadeira arte do kung fu e finalmente derrotar Cheng. Leia mais...

Mau Saldanha
André Nique

Dre, um estreótipo de garoto DESCOLADO e do SUBÚRBIO, se muda pra China com a sua mãe. Como se trocar talheres por palitinhos já não fosse tragédia suficiente, ele acaba virando alvo de bulling por parte de uma gurizada que luta karate kung fu em uma academia DO MAL. Mas daí chega o Jackie Chan disfarçado de Sr. Han, um zelador, diz que vai ensinar karate kung fu pro Dre e Hollywood aproveita pra enfiar umas lições de vida junto.

Karate Kid é, com o perdão do trocadilho, um golpe certeiro em termos de mercado: a história de superação, os mistérios da China e o karate Kung Fu são elementos que atraem um público mais novo, enquanto o público mais velho, tomado pela nostalgia, faz questão de ir ao cinema apenas para falar mal - não à toa, em seu primeiro fim de semana em cartaz nos EUA, a película arrecadou cinquenta e seis milhões de dólares. Entretanto, apesar de ser um produto bem embalado pra nova geração, cheio de referências pop, sacadas espertas e um pirralho com DREADS, o filme acaba cedendo a algumas convenções que, no geral, enfraquecem a coisa toda.

A história da mudança pra China, por exemplo, funcionaria bem pra estabelecer a solidão de Dre caso ele não desse de cara com um ALEMÃOZINHO BATATA logo que desembarca, sem contar a chinesinha que o faz tremer nas bases. Dessa forma, quando ele diz "eu odeio este lugar" após levar um SAFANÃO dos chineses karatecas kung fúteis, a declaração soa forçada, pois o tema em questão não foi trabalhado de modo a sustentá-la. E isso é uma lástima, uma vez que o tempo desperdiçado por esses momentos (e com o romance entre os pombinhos, em uma trama que quebra o ritmo do filme toda vez que dá as caras) poderia ser investido na saudade que Dre tem de seu falecido pai, o que tornaria uma determinada entre o garoto e o Sr. Han ganhar TONELADAS de dramaticidade e beleza. Embora a narrativa principal fique NOS TRINQUES (incluindo o treinamento "alternativo", que é desenvolvido com competência e vai fazer muitas pessoas saírem do cinema tirando e recolocando suas jaquetas), é nas histórias paralelas que o filme, com o perdão do trocadilho, beija o tatame.

Já o Harald Zwart aposta em uma direção convencional e segura, tipo festa com Skol, embora de vez em quando até tente uma ou outra coisa nova, como a câmera sacolejando mais em momentos de "conflito dramático" e uma ou outra elipse fraca. Mas no geral são cenas mostrando o quanto a China fica bonita em contraluz, ou o Jackie Chan em contraluz, ou cenas mostrando o quanto a China é bonita e colorida, ou cenas mostrando como as paisagens da China são bonitas, e por aí vai. As lutas até que são bem coreografadas (com destaque para o quebra-pau onde Jackie Chan toca o terror em uma galera de forma absolutamente brilhante, e, de tão fodão, sai de cena MASTIGANDO CONCRETO), só que no desenrolar da película começam a ficar ligeiramente implausíveis e fotografadas por câmeras epiléticas, o que acaba tirando o impacto (ao menos a montagem não é aquela tradicional EJACULAÇÃO PRECOCE dos filmes de ação).

O grande golpe do filme mesmo é o seu elenco: Jaden Smith possui carisma e encarna Dre com naturalidade, dando atenção a pequenos aspectos da atuação, como um leve franzir de sobrancelhas que indica o quanto o garoto está segurando o choro; e Jackie Chan mostra que não é apenas mais um ROSTINHO BONITO, transmitindo, com seu jeito tranquilo e sua expressão melancólica, toda a sabedoria e experiência necessárias ao Sr. Han.

Karate Kid tem lá seus problemas, mas possui uma produção competente o suficiente para que eles não transpareçam muito. Pelo menos até o golpe final, que quase faz tudo dar com os burros n'água. Não estou nem falando só pela ausência do chute da garça, e sim pelo brutal assassinato da FÍSICA e da GRAVIDADE. É um momento plasticamente bonito, admito, só que o espectador sabe que jamais um garoto poderia fazer aquilo, a não ser que estivesse totalmente TOMADO PELA MATRIX. E essa é a grande diferença entre o original e sua refilmagem: assim como o simples chute da garça virou uma pirueta elaborada e sem impacto, o novo Karate Kid possui tudo bonitinho e no lugar, mas sem a simplicidade cativante que marcou sua versão oitentista.

Dre, um estreótipo de garoto DESCOLADO e do SUBÚRBIO, se muda pra China com a sua mãe. Como se trocar talheres por palitinhos já não fosse tragédia suficiente, ele acaba virando alvo de bulling por parte de uma gurizada que luta karate kung fu em uma academia DO MAL. Mas daí chega o Jackie Chan disfarçado de Sr. Han, um zelador, diz que vai ensinar karate kung fu pro Dre e Hollywood aproveita pra enfiar umas lições de vida junto.

Karate Kid é, com o perdão do trocadilho, um golpe certeiro em termos de mercado: a história de superação, os mistérios da China e o karate Kung Fu são elementos que atraem um público mais novo, enquanto o público mais velho, tomado pela nostalgia, faz questão de ir ao cinema apenas para falar mal - não à toa, em seu primeiro fim de semana em cartaz nos EUA, a película arrecadou cinquenta e seis milhões de dólares. Entretanto, apesar de ser um produto bem embalado pra nova geração, cheio de referências pop, sacadas espertas e um pirralho com DREADS, o filme acaba cedendo a algumas convenções que, no geral, enfraquecem a coisa toda. Leia mais...