O Pequeno Nicolau
O Pequeno Nicolau é inspirado em um livro infantil de Goscinny (criador dos quadrinhos Astérix et Obélix) e Sempé.
O garoto Nicolas leva uma vida tranquila. É muito amado por seus pais, tem uma turma de amigos com quem se diverte bastante. Para ele, nada precisa mudar. Mas um dia, Nicolas surpreende uma conversa entre seus pais que o faz achar que a mãe está grávida. O menino entra em pânico e já imagina o pior: tão logo nasça um irmão, seus pais deixarão de lhe dar atenção e vão abandoná-lo na floresta como as histórias do Pequeno Poucet, de Perrault.
Filme de Laurent Tirard.
Um dos primeiros livros que tenho lembrança de ler foi O Pequeno Nicolau (seguido de As Férias do Pequeno Nicolau). Me lembro de entrar na biblioteca da escola – na época eu lia pelo menos dois livros por semana – correr para a prateleira de “livros para os grandes” e encontrar uma edição surrada, escrita em 1960 por René Goscinny e ilustrada por Jean-Jacques Sempé.
Mais de dez anos depois, chega aos cinemas a versão cinematográfica dos livros de Goscinny, dirigida e escrita por Laurent Tirard. O filme não é uma adaptação de nenhum dos livros e sim uma história nova, que mostra Nicolas (ou Nicolau, na versão dublada), um garotinho que leva uma vida feliz e harmoniosa, até que descobre que sua mãe vai ter um bebê. Ele e seus amigos decidem contratar um gangster para se livrar do irmãozinho.
Ver O Pequeno Nicolau foi como voltar no tempo, para a época que li os livros. Essa é, sem dúvida, a melhor adaptação que já assisti, pois faz exatamente o que uma adaptação deveria fazer: transporta a alma do livro para as telas. Todos os personagens parecem saídos diretamente do livro, tanto em suas personalidades quanto na aparência, passando a impressão de que foi preciso esperar 49 anos para que fosse criado o elenco perfeito. Maxime Godart interpreta com fidelidade um Nicolas querido e imaginativo, que é impossível não amar.
A direção de arte lembra bastante a do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001), outra produção francesa que retrata a vida de maneira graciosa. Os franceses mostram mais uma vez que são os pais do cinema e é uma pena que o mundo valorize muito mais as mega produções americanas (com suas explosões em 3D) do que filmes artísticos como esse.
Um dos primeiros livros que tenho lembrança de ler foi O Pequeno Nicolau (seguido de As Férias do Pequeno Nicolau). Me lembro de entrar na biblioteca da escola – na época eu lia pelo menos dois livros por semana – correr para a prateleira de “livros para os grandes” e encontrar uma edição surrada, escrita em 1960 por René Goscinny e ilustrada por Jean-Jacques Sempé.
Mais de dez anos depois, chega aos cinemas a versão cinematográfica dos livros de Goscinny, dirigida e escrita por Laurent Tirard. O filme não é uma adaptação de nenhum dos livros e sim uma história nova, que mostra Nicolas (ou Nicolau, na versão dublada), um garotinho que leva uma vida feliz e harmoniosa, até que descobre que sua mãe vai ter um bebê. Ele e seus amigos decidem contratar um gangster para se livrar do irmãozinho. Leia mais...
